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Quando a otite aparece

Por Luiza Helena Marcondes * em 28/06/2001


Seu filho ficou tristonho, sem energia para brincar, ou está chorando muito e levando a mão ao ouvido? Talvez ele esteja sofrendo uma crise de otite. Conheça os sintomas da doença e em que casos a criança pode ter o problema.

Sem época definida para atacar, a inflamação do ouvido, mais conhecida como otite, pode pegar a criança de surpresa desde os primeiros meses de vida. A doença é muito comum e, de acordo com a idade e a estação do ano, as causas do problema variam.


Diagnosticar a otite não é tão fácil. Em geral, é necessária a ajuda de um especialista. A criança pode chorar muito e ter febre elevada, mas é preciso submetê-la a exames clínicos para ter a certeza do que está ocorrendo.

Mamadeira: inimiga do ouvido

O ouvido se divide em três partes: externo, médio e interno, e cada uma delas está sujeita a um tipo diferente de otite. Segundo a otorrinolaringologista Mônica Amatuzzi, de São Paulo, a mais comum, em crianças pequenas, é a inflamação do ouvido médio.


Em bebês, que não mamam no peito, uma forma característica é a otite de mamadeira. O problema ocorre, principalmente, porque durante a mamada a criança fica deitada, dificultando a chegada do leite ao estômago. O líquido pode "errar" o caminho. "Em vez de descer pelo esôfago, penetra na tuba auditiva (que tem a função de equilibrar a pressão dos ouvidos) e chega até ao ouvido", explica a médica.


A melhor forma de evitar o problema é prevenir: resista à tentação de oferecer a mamadeira a seu filho enquanto quando ele estiver deitado aguardando o soninho chegar. A posição correta para mamar é com a cabeça um pouco mais levantada ou semi-sentada, como se a criança estivesse no colo.


Se seu filho mama no peito, as chances ter esse tipo de otite são pequenas, por dois motivos: o leite materno transmite os anticorpos da mãe para o bebê, aumentando as resistência do pequeno contra as infecções; e a posição da criança é mais adequada, pois ela não permanece deitada enquanto se alimenta.

Inverno e seus perigos

Depois da fase de lactante, a criança tem a chamada otite secretora, muito comum após uma gripe ou resfriado. O mesmo catarro que obstrui as vias respiratórias pode chegar até a tuba auditiva e provocar a infecção no ouvido.


Esse tipo de otite é muito comum durante os meses mais frios e em crianças que ficam em creches. "A escola pode gerar um círculo vicioso, pois quando uma criança tem a doença, transmite a outra, e quando a primeira fica curada pode ser novamente contagiada pelo colega", alerta a otorrinolaringologista.


Antes dos 2 anos de idade o organismo do pequeno é muito imaturo, por isso está mais vulnerável a qualquer tipo de infecção. De acordo com Mônica Amatuzzi, em certos casos o aluno tem até que se ausentar da escola por um período relativamente longo para diminuir o risco de contrair a doença.


Ainda pela imaturidade do organismo, algumas crianças, sobretudo as alérgicas, desenvolvem a otite secretora. O problema acontece por uma disfunção da tuba auditiva, corrigida naturalmente pelo próprio crescimento.


O catarro se acumula no ouvido por meses e só é expelido com medicamentos específicos. A secreção parada no local pode até provocar uma perda temporária da audição.

Água demais faz mal

O risco de infecção aumenta muito na época de verão graças à praia e à piscina. No restante do ano, as crianças do grupo de risco são aquelas que praticam natação. A pele do ouvido fica constantemente molhada e abre as portas para a doença.


A otite externa é um pouco mais fácil de diagnosticar porque a criança sente muita dor. Em geral, segundo a médica, o buraquinho da orelha incha muito, às vezes fica totalmente fechado, sem espaço até mesmo para um cotonete. Acredite: até a qualidade da água em que seu filho mergulha pode influir na intensidade da inflamação. E o mar é o grande vilão...


Se desconfiar que seu filho esteja com qualquer um dos tipos de otite procure um especialista. Ele avaliará o quadro e decidir[a pela melhor forma de tratamento, que pode variar de medicamentos tópicos até remédios por via oral.


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