Terça, 23 de maio de 2017
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Vamos lá, Brasil!

Por Carla Oliveira *


As Olimpíadas trazem à tona valores como patriotismo, companheirismo, dedicação e persistência. Assista à competição junto com seus filhos e aproveite para passar mensagens importantes para eles.

Os Jogos Olímpicos de Londres-2012 começam no dia 27 de julho e mesmo aqueles que normalmente não costumam se entusiasmar com competições esportivas esperam ansiosamente pelo momento de ver os brasileiros disputarem uma medalha. É impossível não torcer, não vibrar e não se emocionar a cada vitória... ou derrota.


As Olimpíadas têm a capacidade de despertar diversas emoções nas pessoas, mais do que qualquer outra competição. O que está em jogo não é apenas a medalha, mas também valores como espírito de equipe, determinação, patriotismo, companheirismo, concentração, autoestima e força de vontade. São muitas as lições que se pode aprender com as Olimpíadas, principalmente as crianças e os adolescentes.


Aproveite essa oportunidade de passar valiosas mensagens para os seus filhos. Conte para eles a história das Olimpíadas, ressaltando a importância de se conhecer o passado e as tradições antigas. Explique o significado do símbolo olímpico, que representa a união de todos os povos - cada anel corresponde a um continente. Lembre que cada atleta treinou muito para conseguir chegar lá e que toda conquista envolve muitos sacrifícios. E faça uma grande festa durante os jogos, prepare pipoca, pendure bandeiras brasileiras pela casa, torça junto com eles, comemore!

O verdadeiro espírito esportivo

Nas Olimpíadas de 1908, o barão Pierre de Coubertin, idealizador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, proferiu a famosa frase "O importante não é ganhar, mas competir". O que será que ele quis dizer com isso? Então o objetivo de todo atleta não é ganhar uma medalha de ouro? Sim, é claro que os competidores sonham com a primeira colocação e treinam muito para alcançar esse objetivo, mas não se deve esquecer que já é uma imensa vitória conseguir participar de uma Olimpíada e estar entre os melhores atletas do mundo.


Fazer parte desse grandioso evento é a melhor recompensa para anos de muito treinamento e alguns sacrifícios. Além disso, competir envolve muitas questões como o sentimento de patriotismo, motivado pelo orgulho de representar o seu país, o companheirismo e a solidariedade que se tem com outros membros da equipe - e, por que não, com os próprios adversários? - e também a maturidade necessária para aceitar a derrota e ainda aplaudir o vencedor, seja ele quem for.


Um fato marcante que ilustra bem esse espírito esportivo é a chegada da suíça Gabriele Andersen Scheiss na maratona feminina nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. A atleta estava contundida e exausta, mas não desistiu na prova. Cambaleando, ela entrou no estádio para completar o percurso de 42 km e demorou quase 6 minutos para fazer os últimos 100 metros. Parecia que ia desmaiar a qualquer instante. Mas, com toda a sua persistência e determinação, Gabriele cruzou a linha de chegada, ficando em 37º lugar. O mundo inteiro assistiu à cena emocionado.


Para os atletas de países em desenvolvimento, como o Brasil, que na maioria das vezes não têm patrocínio e treinam em condições precárias, o fato de conseguir participar de uma Olimpíada representa uma vitória ainda maior. A pernambucana Keila Costa, por exemplo, que disputa a prova de salto triplo, viveu uma história de muita luta. Por 12 anos, ela treinou em um campo de terra batida cujos obstáculos eram colchões e caixas de papelão. Apesar do cenário pouco encorajador ela não desistiu e agora luta por uma medalha olímpica.


O líbero da seleção de vôlei, Sérgio Dutra dos Santos, conhecido como "Escadinha", teve de trabalhar como office-boy, colocador de papel de parede e vendedor ambulante de produtos de limpeza nas horas vagas entre os treinos. Mesmo que todos eles voltem sem medalhas, ainda assim serão verdadeiros heróis.

Um pouco de história

Os primeiros registros de jogos olímpicos datam de 776 a.C., mas os gregos já realizavam festivais esportivos desde 2.500 a.C, em honra a Zeus, o pai de todos os deuses de acordo com a mitologia grega. As competições ocorriam na cidade de Olímpia, a 300 km de Atenas, daí o nome Olimpíadas. Já nessa época os jogos aconteciam a cada quatro anos e nada era capaz de impedir sua realização, nem mesmo as guerras, pois eram feitas tréguas durante as competições.


O primeiro campeão olímpico de que se tem registro foi o cozinheiro Coroebus de Elis, vencedor da corrida de 600 pés (192,27 metros), a única prova que havia até o ano de 728 a.C. Com o passar do tempo, foram sendo incorporadas outras formas de disputa, como boxe, pentatlo, salto em distância, arremesso de disco, lançamento de dardo, luta livre, corrida de cavalo, corrida de bigas (uma espécie de charrete), salto em distância e pancreácio - mistura de boxe e luta livre, um dos esportes considerados mais dignos. Os campeões olímpicos recebiam como prêmio uma coroa feita com folhas de oliveira e eram tidos como heróis.


Apenas os cidadãos livres e que nunca houvessem cometido qualquer tipo de crime podiam competir. As mulheres só podiam participar das corridas de cavalos - e se fossem donas dos mesmos. Em Olímpia, o estádio tinha capacidade para 45 mil pessoas e os homens eram os únicos que podiam assistir aos jogos, com exceção das sacerdotisas de Dêmetra. Mulheres casadas que fossem flagradas assistindo aos jogos eram condenadas à morte. Vale lembrar que, atualmente, as mulheres não só podem assistir aos jogos como representam 45% dos atletas inscritos.


Em 456 a.C, os romanos invadiram e dominaram a Grécia e os jogos perderam seu espírito de confraternização, passando a ser encarados como verdadeiros combates. Já em 394 a.C, o imperador Teodósio, de Roma, cancelou as Olimpíadas, que só voltaram a ocorrer mais de 1.500 anos depois, em 1896, por iniciativa do francês Pierre de Coubertin.

Curiosidade...

A primeira participação brasileira em Olimpíadas foi em 1920 e garantiu três medalhas para o país, uma de bronze, uma de prata e uma de ouro, todas conquistadas pela equipe de tiro. A delegação brasileira, que era composta por 29 atletas, demorou quase um mês para chegar à Bélgica de navio. De lá para cá, o Brasil acumulou 66 medalhas. A delegação brasileira para Pequim-2008 conta com 277 atletas, um recorde para o país.


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