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Gripe: com ou sem vacina?

Por Dr. Leonardo Posternak * em 26/04/2001


No começo, tosse e espirros. Depois, dor de garganta e mal-estar. Com a mudança de estação os casos de gripe começam a aparecer. Fique atento!

Seu filho reclama de dor no corpo, perde a vontade de brincar e fica jogado no sofá. Como um garoto peralta fica quieto sem que alguém o coloque de castigo? Você logo pensa: ele deve estar muito doente.


Se junto com essa alteração do comportamento a criança também estiver espirrando e tossindo, não tenha dúvida: é gripe. Seu pimpolho foi atacado por um dos milhares de vírus que vivem soltos pelo ar. Nos períodos do ano em que a temperatura diminui eles são ainda mais implacáveis!

Vilão do inverno

A gripe pode ser provocada por qualquer vírus "voador", porém o mais conhecido deles é o influenza. Como num passe de mágica, ele entra no organismo e faz o estrago. Basta respirar, por isso o contágio é muito fácil.


A possibilidade de contaminação cresce no inverno. Com o aumento da umidade do ar, o inimigo circula com mais facilidade. Para fugir do frio, as pessoas tendem a fechar as janelas de casa - ou da escola -, deixando o influenza "preso" naquele determinado ambiente. É nessa hora que o vírus aproveita para se instalar.


A vacina contra a gripe é a melhor forma de se prevenir. A eficácia do método é grande entre a população adulta, e melhor ainda entre os idosos. Já com as crianças, o mesmo não acontece.

Picadinha do bem

A fórmula da vacina reúne todos os vírus detectados no ano anterior e imuniza o organismo por um período de doze meses após a aplicação. Se a pessoa chegar a ter gripe nesse período é porque foi contaminada por um novo vírus que não estava presente na composição do produto.


Como nosso organismo fabrica anticorpos a cada vez que entra em contato com um determinado vírus, o indivíduo que tiver contraído muitas gripes ao longo da vida será mais beneficiado pela vacina.


Com os pequenos esse nível diminui porque o organismo é imaturo e não teve contato com as várias versões de vírus. Ao recebê-lo na vacina corre o risco de contrair uma gripe em vez de evitá-la. Por isso, antes de decidir a conduta a seguir com relação ao seu filhote, consulte o pediatra.

Reforçando as defesas

A vacina é recomendada a quase todas as crianças, principalmente àquelas que sofrem de doenças crônicas graves, como a bronquite, às portadoras do vírus HIV e às que têm câncer. O nível de resistência desse grupo de pessoas é menor devido às fortes doses de remédio que são obrigadas a consumir. Com a vacina, os riscos de infecção diminuem e o quadro do paciente tende a melhorar. As crises asmáticas, por exemplo, não serão tão intensas.


Com apenas uma picadinha seu pimpolho estará livre, pelo menos nos próximos doze meses, dos piores incômodos da doença. Após um ano é preciso renovar a dose, porque ela perde seu efeito. As possíveis reações são dor local, vermelhidão ou coceira, que desaparecem no dia seguinte.

Se seu pimpolho for alérgico a ovo não deve ser vacinado. Peça orientação ao pediatra ou nos postos de saúde.


* Dr. Leonardo Posternak é médico pediatra,
membro do Departamento de Pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein.
Co-autor do livro
E Agora, o que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos
, Editora Best Seller.
Autor de
O Direito a Verdade - Cartas Para Uma Criança
, Editora Globo.


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