Terça, 27 de junho de 2017
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Escolhendo o ginecologista

Por Julienne Gananian *


Leve em conta algumas características importantes quando for escolher um ginecologista para você ou sua filha.

Você se sente à vontade quando passa por uma consulta ginecológica? E quando sua filha vai ao ginecologista, você a acompanha? Esta é uma questão delicada, que mexe com aquilo que temos de mais íntimo: nossa sexualidade. Portanto, selecionar o médico, em meio a tantas opções do convênio ou indicações de amigas, mostra-se uma difícil tarefa. "A escolha de qualquer profissional depende de confiança, da empatia e da possibilidade de corresponder às expectativas da paciente" conta o Prof. Dr. Thomaz Rafael Gollop, obstetra e ginecologista em São Paulo.


Nesse campo, os medos, inseguranças e expectativas se transformam - e muito - com o passar do tempo. Quando jovens, as garotas procuram informações sobre as mudanças em seu corpo, sobre a menstruação. Conforme vão crescendo, surgem as dúvidas sobre sexo, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e contracepção. Depois de alguns anos, a conversa gira em torno de gravidez, dos cuidados durante a gestação e, finalmente, sobre o parto. Quantas fases distintas, não é mesmo? E não param por aí: a menopausa, futuramente, entra em cena e também preocupa muitas mulheres.

Satisfação no consultório, sucesso na cama

Em meio a tantas dúvidas e mudanças, nada mais indicado que um ginecologista de confiança, que esteja sempre atualizado e saiba responder bem às suas questões. Ele deve esclarecer todos os problemas, principalmente os mais delicados, como os relacionados aos órgãos genitais ou à sexualidade. Infelizmente, muitas vezes o silêncio impera, pois as mulheres não encontram bons interlocutores para falar sobre sua vida sexual e suas dificuldades e alguns médicos, para que a consulta seja rápida ou por constrangimento, ignoram o assunto.


Um estudo realizado pelo Projeto Sexualidade, do Hospital das Clínicas de São Paulo concluiu que 60% dos ginecologistas brasileiros não investigam espontaneamente a qualidade da vida sexual das clientes. "Eles não receberam formação para este trabalho específico e, assim, não sabem como agir nesta seara de angústias dos casais" explica o Dr. Thomaz Gollop.


O que fazer, então, para chegar a um bom profissional? "Cheque se o médico está bem informado, bem como sua higiene e apresentação. Confira se ele tem paciência para ouvir suas dúvidas, se a anamnese, isto é, o interrogatório feito durante a consulta é completo e se as orientações a satisfazem" indica o ginecologista. Importante: durante o exame ginecológico/obstétrico a presença de alguém da equipe médica, como uma enfermeira, é obrigatória.

Devo ir com minha filha?

Muitas mães desejam ir ao consultório com sua filha apenas para acompanhá-las mas, para as adolescentes, essa "escolta" é encarada como intromissão na sua intimidade. Uma sugestão: se sua filha convidar você para entrar na sala de exame ou no consultório, perfeito, vá junto. Caso contrário, nada de insistir em entrar na sala só para bisbilhotar! "O médico deve criar um laço de confiança para que a paciente sinta-se à vontade. Atendo muitas adolescentes e, em 30 anos de profissão, consegui ser útil para elas preservando sua intimidade. Um dos grandes receios das jovens é que o ginecologista conte para a mãe detalhes que ela só deseja dividir com o médico" finaliza o Dr. Gollop.


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