Sábado, 01 de agosto de 2015
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Educação financeira em dose infantil

Por Louis Frankenberg *


Questões financeiras dizem respeito a toda a família, inclusive aos pequenos. Afinal, eles também entram no orçamento doméstico. Mas é importante respeitar a maturidade da criança para não envolvê-la em assuntos que gerem traumas futuros.

Aquele que passa a infância ouvindo as queixas dos pais sobre as suas dificuldades para sustentar a família, normalmente tem a personalidade influenciada por esse universo em crise e encara o dinheiro de maneira peculiar.


As reações variam. Há quem dê demasiado valor ao dinheiro e à riqueza na vida adulta. Outros caminham na direção oposta: transformam-se em grandes perdulários e assumem um estilo de vida exatamente oposto ao dos pais.


Discussões sobre dinheiro e finanças podem calar fundo nas crianças, deixando seqüelas permanentes e negativas nos adultos em que se transformarão. A virtude está no meio do caminho: entre a avareza e a excessiva extravagância no manejo com o dinheiro.

Atitudes que educam

  • Pais que passaram por dificuldades na infância tendem a dar aos filhos tudo o que almejam. Não cometa este erro, pois haverá uma boa probabilidade de criar filhos insatisfeitos, que jamais se contentam com o que têm e que terão dificuldades em se adaptar à sociedade.


  • Não deixe a criança dominar o lar. A última palavra é dos pais. Quando há desacordo, o melhor é discutir o assunto para chegar a um consenso. Mostre ao seu filho que não é uma boa jogar com o desentendimento entre pai e mãe para obter aquilo que deseja.


  • Não altere objetivos e prioridades por desejos e extravagâncias dos pequenos. O casal não deve desviar o caminho de seus próprios sonhos apenas para satisfazê-los.


  • Ensine desde cedo que todos têm papel importante a desempenhar no seio da família. Uma mesada ou semanada, por menor que seja, em retribuição à execução de alguma tarefa lar pode ser um bom incentivo.


  • Não dê à criança tudo o que ela pede e em qualquer ocasião. Há momentos especiais para presentear: aniversário, Natal e dia da criança.


  • Não discuta assuntos financeiros delicados ou conflituosos na frente de seus filhos pequenos. Eles não entenderão o que está em jogo e não ajudarão a solucionar o problema. Essas discussões podem abalar demais uma mente em formação e criar traumas profundos. Há hora para tudo, inclusive para contar à criança que uma mudança ou fato importante irá ocorrer na vida de todos.


  • Dar um carro ao filho que acaba de completar 18 anos merece cuidadosa avaliação. É preciso que ele compreenda a responsabilidade que chega com o carro: gastos com manutenção, documentação e combustível e a maturidade exigida de um motorista.


    * Louis Frankenberg é formado em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC, de Porto Alegre, RS. Dirige sua própria empresa de assessoria e consultoria financeira, além de ministrar palestras abordando temas financeiros e comportamentais. Autor do livro Seu Futuro Financeiro, Você é o maior responsável, editora Campus.


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