Quarta-feira, 26 de julho de 2017
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O jovem e as finanças

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Por Louis Frankenberg *


Tão importante quanto uma educação formal na escola é o preparo do jovem para enfrentar o mundo com um sólido conhecimento a respeito de dinheiro.

Vivemos em um país onde um enorme contingente de adultos teve uma infância pobre e lutou muito para vencer os inúmeros obstáculos que se antepunham em suas vidas. Certamente, para a maioria, não havia nenhuma possibilidade de aprender com os pais este complicado assunto. Eles tinham outras preocupações bem mais urgentes a serem resolvidas. A mais importante delas era sobreviver.


Os tempos são outros, o país evoluiu e muito mais pessoas estão sendo educadas desde o primeiro grau até os cursos superiores e de pós-graduação. Sabemos que educação, a melhor possível, é fundamental para a obtenção de um lugar ao sol. Em todas as atividades, desde as mais simples até as mais sofisticadas e complexas, exige-se curso superior quando não algum MBA ou pós-graduação. A língua inglesa, escrita e falada, também se tornou uma exigência para a empregabilidade. Um aspecto de que muitos jovens ainda não se deram conta é a importância de adquirir sólidos conhecimentos a respeito de finanças. E não se trata apenas das finanças que envolvem as empresas nas quais vão exercer suas habilidades, mas das finanças pessoais.


Quando um jovem, recém-formado em alguma universidade, me pergunta desde quando ele deve guardar dinheiro ou iniciar algum plano de aposentadoria, quase sempre respondo da seguinte maneira: "Antes de tudo, deve investir em você mesmo, se aprimorando profissionalmente na área de sua escolha. Portanto não inicie nenhum plano de aposentadoria ou coisa semelhante. Depois sim, inicie um plano sistemático e consistente de economizar 5% a 10% de sua receita líquida. Tenho visto alguns jovens investindo no mercado acionário ou de fundos e, simultaneamente, utilizando o cartão de crédito além do vencimento normal dos 30 dias."


Esta maneira de administrar as finanças não faz nenhum sentido. É primordial para a construção de um futuro financeiro sadio que não se utilize nenhum tipo de crédito, nem o cartão de crédito além dos 30 dias e muito menos cheques pré-datados ou empréstimos pessoais. A exceção é a aquisição do primeiro imóvel. O autocontrole nas finanças é o primeiro e o modo mais sensato para alcançar-se a tranqüilidade financeira futura. O processo é lento, mas comprovadamente correto por milhões de pessoas de sucesso ao redor do mundo, que entrevistados, ofereceram depoimentos que de algum modo tocam neste aspecto. Lembre que "de grão em grão, a galinha enche o papo".


* Louis Frankenberg é formado em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC, de Porto Alegre, RS. Dirige sua própria empresa de assessoria e consultoria financeira, além de ministrar palestras abordando temas financeiros e comportamentais. Autor do livro Seu Futuro Financeiro, Você é o maior responsável, editora Campus.


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